terça-feira, 3 de maio de 2011

Ayrton Senna - Eterno ídolo


Não esqueci da morte do meu ídolo.
Há 17 anos, em 1º de maio de 1994, Ayrton Senna entrava definitivamente para a história do esporte brasileiro. Sua trágica morte, na curva Tamburello, no Autódromo Enzo e Dino Ferrari, em Ímola, durante o Grande Prêmio de San Marino, deixou todo o país em estado de choque.

Senna tinha 34 anos quando morreu. Sua morte aconteceu primariamente por um impacto inesperado da roda com o muro, que fez o pneu estourar e, a uma velocidade incrível, o pneu estourado com a roda voou a cerca de 208 km/h, atingindo o capacete verde e amarelo na frente, acima do olho direito. O impacto foi tão forte que a roda voou quase 60 metros e o carro de Senna ainda voltou para a pista. A força proveniente do impacto, seria insuportável e o resultado esperado seria que o cérebro tivesse danos extensos e parte dele vindo praticamente se "liquefazer", mas o capacete suportou boa parte do impacto. O capacete de Senna mostrou uma quebra com grande afundamento acima da viseira, o que assustou todos com a violência do impacto. Na análise dos médicos na pista, no hospital e na autópsia, depois de constatada a morte cerebral, foram percebidos três graves traumas, um grande choque que provocou fraturas na têmpora e rompeu a artéria temporal, uma fratura na base do crânio devido à potência do impacto, e além do mais um pedaço de fibra de carbono da carenagem penetrou o visor do capacete e adentrou a órbita acima do olho direito, danificando irreversívelmente o lobo frontal. Qualquer um dos três ferimentos seria suficiente para lhe tirar a vida.

Eu uma menininha de 7 anos acordava muitas vezes 6:30 da manhã só para ver o Ayrton Senna correndo, chorei soluçando a morte do meu Ídolo, esta certo que sempre fui uma apaixonada por velocidade, talvez até por causa dele. 
Mas Ayrton nos impressionava a cada corrida, trazia a emoção aos asfaltos, como nenhum outro piloto trouxe e acredito que nenhum outro vai trazer.
Dedicado e competitivo, ele afirmava sempre que não se contentava em ser o segundo melhor, mesmo que isso significasse o fim da corrida para ele.
Além de sua habilidade em pilotar, Senna foi um dos esportistas mais admirados. Costumava pilotar como uma forma de se auto-descobrir e as corridas eram uma metáfora para sua vida:
"Quanto mais eu me esforço, mais eu me encontro. Eu estou sempre olhando um passo à frente, um diferente mundo para entrar, lugares onde eu nunca estive antes. É muito solitário pilotar num GP, mas muito cativante. Eu senti novas sensações e eu quero mais. Essa é a minha excitação, minha motivação."

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