A coleção Outono / Inverno 2011 da marca de calçados Arezzo trouxe produtos feitos com pele de raposa e coelho, e com couro de cabra.
A coleção, chamada de Pelemania, começou a receber críticas logo que a empresa publicou fotos da coleção em seu site. A partir daí choveram críticas no Twitter e em sites como Facebook e Orkut. Uma das manifestações positivas “não sei por que tanto auê se no prato de vocês tem a mesma coisa”. De certa forma isso é verdade, mas como uma marca tão conhecida e aclamada acredito que a Arezzo deveria ter pensado um pouco melhor.
Após inúmeras manifestações pela internet, e querendo evitar ao máximo sujar a imagem da marca, a empresa decidiu recolher todas as peças que utilizavam peles de animais e mantiveram apenas as com pele sintética.
"A Arezzo entende e respeita as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas na confecção de produtos de vestuário e acessórios. (...) E, por respeito aos consumidores contrários ao uso desses materiais, estamos recolhendo em todas as nossas lojas do Brasil as peças com pele exótica em sua composição, mantendo somente as peças com peles sintéticas." Foi com esse texto, publicado em seu site, que a grife de bolsas e sapatos Arezzo anunciou o fim da Pelemania, coleção baseada em peles de animais.
Mesmo depois de retirar os produtos das lojas, os consumidores continuam criticando e especulando sobre a postura da empresa.
Algumas teorias sobre como essa idéia surgiu na área de marketing / produtos da empresa:
1. Estamos ficando ficando muito povão, hein? Vamos dar um up, investir, lançar produtos diferenciados a preços caríssimos. Que tal ? Vamos usar pele de outros animais, vai ser o maior glamour.
2. Como não tivemos ainda nenhuma grande idéia para coleção deste ano, vamos adotar a polêmica como estratégia. Pensem aí em alguma coisa que vá bombar na internet.
O que não acredito que tenha acontecido mas... Tem doido para tudo, ou vocês acham que realmente a Sandy tem um pouco de DEVASSA? Só que nesse caso pra mim foi burrice mesmo e não jogada de marketing.
É impossível estimar o tamanho da burrice e da ingenuidade para uma empresa com tantos anos e tantas coleções nas costas. 2011 minha gente, acordem! Direitos dos animais são mais discutidos até do que os direitos humanos. Estamos num país onde a propaganda está mais crítica do que nunca e onde os clientes estão ao mesmo tempo mais opinativos e mais influenciáveis. Onde a estratégia “falem mal, mas falem de mim” não funciona mais (se é que já funcionou). Onde centenas de concorrentes estão ali, loucos por uma pisada na bola sua para se posicionar a sua frente e se fazer de bonzinho (mesmo que não seja verdade). Onde não é mais tão óbvio associar glamour, estilo e riqueza à crueldade e exploração, ainda existe muita coisa podre por trás de marcas incríveis, mas o “chique” está justamente em esconder bem isso.
Não sou nenhuma ecochata, e nem vegetariana, mas temos que tomar muito cuidado com esse desejo de revolucionar, principalmente quando tocamos nos direitos dos animais, mesmo que não sejam animais em extinção. Colocar o nome da coleção de pele mania, me desculpem mas é muita burrice.

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