terça-feira, 26 de abril de 2011

Aprenda a viver um relacionamento nos dias de hoje




Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que devemos buscar hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A idéia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade tem que desaparecer. Não somos uma fração e não precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.  Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização, a pessoa muda completamente suas características e se afasta de suas amizades para satisfazer o parceiro.

 A ligação entre opostos também vem dessa raiz o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal que hoje em dia não funciona mais.

A palavra de ordem deste século é PARCERIA. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não PRECISO, o que é muito diferente. Não adianta querer obrigar alguém a ficar ao seu lado, ou isso só vai trazer a infelicidade.


Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro não tem que ser um príncipe ou salvador de coisa nenhuma. E sim um companheiro de viagem. O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. 


Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. Esse “amor” egoísta  é aquele tipo de “amor” por dinheiro, ou pela beleza física, o que com certeza quem se prende a esse tipo de amor vai acabar vendo tarde demais a burrada que fez.

A nova forma de amor verdadeiro, tem nova feição e significado. Visa a aproximação de dois inteiros um homem e uma mulher que batalham pelos SEUS ideais, e não a união de duas metades.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho sem ter uma necessidade e sim uma vontade de ter alguém ao seu lado, mais preparado estará para uma boa relação afetiva, principalmente quando ele já passou por alguma outra relação afetiva que o fez ver e refletir sobre isso tudo.

Ficar sozinho não é vergonhoso.  As boas relações afetivas são ótimas, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem juntos. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado, aprenda isso.

Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não à partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é maravilhoso e bem mais saudável.
Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado sem que nenhum dos dois tenha que ficar exigindo coisa alguma.

“O inimigo não está a nossa frente mas sim dentro de nós. Defesas refletem feridas, ataques são gritos por amor. Relacionamentos são oportunidades de saber quem somos.” 

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